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HISTÓRICO DO EVENTO

Considerando o processo de elaboração coletiva da Pedagogia Histórico-crítica, convidamos os professores que atuam nos vários níveis de ensino (Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Superior), os graduandos de cursos de Pedagogia e cursos de licenciaturas, os mestrandos e doutorandos de Programas de Pós-graduação e demais profissionais interessados em refletir sobre a importância da Educação Escolar na promoção do desenvolvimento humano para participarem do Congresso “Pedagogia Histórico-Crítica: em defesa da Escola Pública e Democrática em tempos de Projetos de ‘Escolas sem Partidos”, a ser realizado de 11 a 13.07.2018, na F.C.T./UNESP de Presidente Prudente-S.P.

Destacamos que o primeiro evento dessa teoria pedagógica ocorreu em 2009 na FCL/UNESP de Araraquara, no formato de Seminário com o tema “Pedagogia Histórico-Crítica: 30 anos”. Um dos objetivos do Seminário foi comemorar e compartilhar os trinta anos de estudos e produções coletivas da Pedagogia Histórico-crítica, uma teoria pedagógica contra hegemônica e revolucionária. Marsiglia (2011, p. 27-28)1 destaca que no Seminário: “[...] se reuniram professores e alunos de graduação e pós-graduação de 69 instituições, 37 cidades, 11 Estados brasileiros. Isso indica que os educadores continuam discutindo sobre alternativas pedagógicas que respondam a uma educação crítica na formação dos indivíduos”.

Após o evento em 2009, a construção coletiva da pedagogia Histórico-crítica prosseguiu fortemente, sendo que as reflexões propiciadas no Seminário foram materializadas no livro Pedagogia histórico-crítica: 30 anos, uma publicação de 2011.

O segundo evento acadêmico a ser destacado ocorreu no formato de Congresso, em 2012, na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES/ES) cujo tema foi “Infância e Pedagogia Histórico-Crítica”, objetivando abordar a temática da infância à luz das elaborações teóricas que fundamentam a Pedagogia Histórico-Crítica.

No processo de continuidade dos eventos anteriores (2009; 2012), no ano de 2015 ocorreu o Congresso “Pedagogia histórico-crítica: educação e desenvolvimento humano”, realizado na FC/UNESP de Bauru/S.P., que objetivou apresentar as contribuições da Pedagogia Histórico-Crítica para a promoção do desenvolvimento humano por meio da educação escolar. Nesse evento houve a participação de 892 pessoas com a representação de vinte (20) Estados do País e com a expressiva participação de professores da Educação Básica, estudantes de graduação e pós-graduação, além de professores universitários.

Os eventos realizados possibilitaram a publicação de artigos em periódicos e publicação de livros. O livro referente ao primeiro congresso gerou demandas de reimpressão. Do evento de 2016 foi organizado o Dossiê “Dermeval Saviani: Cinquenta Anos de Trabalho e Educação” publicado em 2017 na Revista Interface.

Nesse sentido, o Congresso de 2018 objetiva a continuidade dos estudos, reflexões e apropriações do coletivo da Pedagogia Histórico-crítica visando o enfrentamento dos processos de sucateamento e desvalorização da escola pública e do trabalho docente.

Tendo por base o cenário político-econômico configurado nos últimos anos no Brasil, em especial a partir de 2013 e culminando em 2016 com o impeachment da presidente Dilma Rousseff, é importante destacar que a educação escolar pública foi alvejada e um forte processo de precarização na formação dos estudantes e no trabalho docente foi instalado, a começar pelos cortes de verbas por ações políticas implementadas pelo Ministério da Educação e, também, por ações das Secretarias Estaduais e Municipais de Educação. A desvalorização da escola pública e da formação de professores foi agravada. Projetos em defesa de corte de investimentos na educação pública, em defesa da retirada de direitos conquistados pela categoria docente (por exemplo, o não cumprimento do piso nacional alegando a falta de verbas, vide os Estados do Rio de Janeiro, Paraná), projetos em defesa do aumento de idade mínima para a aposentadoria dos docentes, projetos em defesa do aumento da contribuição previdenciária, projetos em defesa do ensino religioso obrigatório na grade curricular, projetos em defesa da privatização das universidades públicas, projetos em defesa de ‘escolas sem partidos’, projetos e ações em defesa do fechamento de escolas, da superlotação de alunos por sala de aula e demissão de professores (vide o Estado de São Paulo), configurou-se em momento histórico desolador e desumanizador. É nesse movimento de retrocessos sociais que o Congresso “Pedagogia Histórico-Crítica: em defesa da Escola Pública e Democrática em tempos de Projetos de ‘Escolas sem Partidos” foi estruturado e materializado coletivamente por membros da Comissão Organizadora (composta por professores e estudantes de graduação e pós-graduação da FCT/UNESP e da UNOESTE; professores representantes da Secretaria Municipal de Educação de Pres. Prudente) e Coordenadoras Gerais do Congresso.